Acredito que você já ouviu falar do Tacacá um prato típico da região amazônica servido em cuia e consumido bem quente. Esse prato é preparado e vendido pelas tacacazeiras, mulheres que desempenham um papel importante na preservação e disseminação da cultura gastronômica amazônica. Além disso, o Ofício das Tacacazeiras como assim é chamado, envolve um conjunto de práticas e saberes ancestrais relacionados ao preparo do tacacá. As Tacacazeiras são consideradas guardiãs de uma tradição culinária que é passada de geração em geração, de mãe para filha. À primeira vista, este ofício não se resume apenas ao ato de cozinhar, mas também envolve a escolha cuidadosa dos ingredientes, como o tucupi, a goma de mandioca, o jambu e o camarão seco.
Ainda assim, essas mulheres precisam ter a habilidade de combinar os elementos certos para criar um caldo aromático e saboroso. Além de sua importância cultural, recentemente, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tomou a decisão de destacar esse conhecimento gastronômico, o ofício das tacacazeiras da região Norte foi inscrito no Livro dos Saberes e agora é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Com esse reconhecimento oficial do ofício das tacacazeiras o IPHAN está desenvolvendo um Plano de Salvaguarda que inclui cinco eixos principais:
Isso tudo, com o objetivo de garantir melhor infraestrutura nos locais de venda. Certamente, este plano visa não apenas a preservação do saber-fazer das tacacazeiras, mas também a melhoria das condições de trabalho dessas mulheres que assegura a elas que continuem a desempenhar seu papel vital na preservação da cultura amazônica. A inclusão do processo de elaboração do Tacacá no Livro dos Saberes se soma a outras práticas culinárias já reconhecidas pelo IPHAN. Entre elas estão o Ofício das Baianas de Acarajé, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal, o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (AM), as Tradições Doceiras da região de Pelotas (RS) e a Produção Tradicional e Práticas Socioculturais Associadas à Cajuína no Piauí.
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Ele é importante, porque esse reconhecimento oficial pode impulsionar o fortalecimento econômico das comunidades amazônicas. Ao atrair turistas interessados na autêntica experiência culinária do tacacá, as tacacazeiras têm a oportunidade de aumentar sua renda e melhorar suas condições de vida. E ainda pode estimular investimentos em infraestrutura e serviços turísticos na região, beneficiando a economia local de maneira mais ampla.
Outro fator valioso, é a promoção do turismo gastronômico sustentável, ao promover o tacacá e outras iguarias amazônicas, o nosso Brasil pode se posicionar como um destino de turismo cultural e gastronômico de destaque. Essa abordagem não apenas atrai visitantes interessados na cultura local, mas também incentiva práticas sustentáveis que respeitam o meio ambiente e as comunidades. Sem dúvidas, a inclusão do ofício das tacacazeiras no livro dos Saberes do IPHAN enriquece o nosso patrimônio cultural nacional, destacando ainda a diversidade em cada região do Brasil.
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Fonte de estudo: Ministério do Turismo
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